Por Osmar Filho
Na história recente de Portel houve um sujeito que está pra nascer outro igual. Robledo Evangelista Freire, ou simplesmente Robledo. Era um mestre de obras que construiu mais cidadãos que prédios. Sua principal obra foi a social. Meu primeiro contato com ele foi no final dos anos 90 e posteriormente como parceiro de Xadrez - esporte que ele dominava muito bem.
A história remete aos 20 anos atrás. Antes do PETÊ acabar com o Brasil, o Brasil estava acabado. O moleque não estudava, tinha que trabalhar para ajudar em casa; pegava seu isopor e ia vender chopp e coxinha na "beirada"; outros na madrugada ao grito de "PADEIRO!" vendiam pão nas ruas, e ainda tinha os da zona rural que iam pra roça com seus pais. A havaiana durava mais que A Kenner, acabava o pacote de prego, mas a sandália não!
O país passava por uma grande recessão econômica, e Portel mais ainda! Havia um anseio social muito grande por perspectiva de futuro. O saudoso Robledo sabido de cidadania passou criar cidadãos. Ficou à frente do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), criou o Agente Jovens e muitos dos cidadãos de hoje passaram por esse projeto. Foi responsável pelo Globo de Ouro: onde é hoje o Fórum Eleitoral de Portel já foi cinema para crianças carentes aos domingos. Além de ter criado a Pesca do Lixo: crianças e jovens competiam quem limpava a praia do Arucará primeiro e com isso aprendiam educação ambiental.
Neste ano fará 10 anos que se foi. O saudoso "Jovem" deixou um legado: Devemos ser a mudança que esperamos.
Ps: Crônica dedicada a uma das melhores pessoas que tive o
prazer de conhecer - O Jovem!

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